Conheça a história mais incrível da Amazônia: a negociação da área de Fordlândia, no Pará

Conheça a história mais incrível da Amazônia. A compra do terreno onde se instalou o projeto de Henry Ford, no estado do Pará, onde mais tarde ficou conhecido por Fordlândia, que funcionou de 1928 a 1934, a pleno vapor, depois de se transformar em uma das cidades mais bem aparelhadas da Amazônia, dotada de saneamento básico, cinema, sistema de água tratada, campo de golpe, escola, etc.

Conheça Fordlândia, um sonho americano de Henry Ford de implantar em plena selva amazônica uma produção de seringueiras em série, que daria à sua indústria automobilística a independência necessária para fugir do cartel instalado na Ásia e África, formado por Inglaterra, França e Holanda. Uma história que envolve uma estratégia empresarial, mas que esbarrou na ganância de pessoas que enxergaram a oportunidade de lucrar em detrimento da viabilidade do negócio.

William Schurz, Jorge Dumont Villares e Maurice Greite arquitetaram um plano que redundou na venda de um terreno com cerca de 1 milhão de hectares para um projeto que nunca rendeu a produção de borracha, com era o propósito. Ou seja, Henry Ford sonhou em produzir borracha na Amazônia, mas comprou uma ilusão.

As informações do vídeo foram extraídas do livro Fordlândia, Ascensão e Queda da Cidade Esquecida de Henry Ford na Selva, de Greg Grandin. A origem da ideia de plantar seringueiras no Brasil: José Custódio Alves de Lima leu sobre o interesse de Henry Ford em plantar seringueiras (e o cultivo da borracha) nos Everglades da Flórida.

A partir de então passou a enviar amostras de borracha e minerais da Amazônia juntamente com um elegante estojo esculpido em madeiras nobres e raras da floresta tropical, tudo com o objetivo de chamar a sua atenção para o Brasil. Para Ford, a Amazônia oferecia um novo começo em um lugar que ele imaginava não estar corrompido por sindicatos, políticos, judeus, advogados, militaristas e banqueiros de Nova Iorque.

PERSONAGENS DESTA HISTÓRIA
1) JOSÉ CUSTÓDIO ALVES DE LIMA Função: inspetor do consulado brasileiro em Nova Iorque. Papel desempenhado: José Custódio Alves de Lima havia recebido permissão do governador do Pará para oferecer a Ford “incentivos especiais”, concessões de terras e fiscais, na esperança de que o empresário ajudasse a reanimar a economia regional, deprimida desde 1910, quando o Brasil perdeu o monopólio da borracha para a Ásia.
2) JORGE DUMONT VILLARES Função: filho de cafeicultor paulista e sobrinho do pai da aviação Alberto Santos Dumont, e com boas ligações políticas. Coube a ele a missão de, no verão de 1926, viajar para Dearborn para levar uma proposta a Henry e Edsel Ford. 3) WILLIAM SCHURZ Função: adido comercial de Washington no Rio de Janeiro, mas que vivia grande parte do seu tempo em Belém. Ingressou no Departamento de Comércio no início da década de 1920. Papel desempenhado: William Schurz tinha sido membro da comissão organizadora em 1923 pelo Departamento de Comércio de Hoover, de estudo da possibilidade de reviver a produção de borracha na Amazônia como parte da campanha de Hoover para neutralizar o cartel proposto por Churchill. 4) DIONYSIO BENTES Função: governador do estado do Pará. Papel desempenhado: Em setembro de 1926 concedeu a Villares e Greite (e mais o Schurz) uma opção sobre pouco mais de 10 milhões de hectares no baixo vale do Tapajós, num dos muitos lugares que os especialistas consideravam adequado para o cultivo de seringueiras em larga escala. 5) MAURICE GREITE Função: inglês que vivia em Belém, mas sem uma profissão definida. Era chamado de capitão, não se sabe por qual motivo. Papel desempenhado: A sua maior contribuição foi ter apresentado o governador e o prefeito para Jorge Dumont Villares. Esses dois homens deveriam ser de muita confiança para que o plano desse certo. 6) ANTÔNIO CASTRO Função: prefeito de Belém. Papel desempenhado: prometeu não se opor à transação de concessão de terras para cultivo de seringueiras. 7) WILLIS LONG REEVES BLAKELEY (W.L.REE BLAK) e WILLIAM MCCULLOUGH Função: enviados da Ford Motor Company para cuidar da pesquisa sobre compra de terras na Amazônia para plantar seringueiras. Papel desempenhado: Aos dois cabia a missão de aprovar as terras indicadas pela dupla. Depois de procurados por Villares e Schurz, exerceram papel importante, mesmo sem ter noção do quanto a estratégia dependia deles. 8) JOHN MINTER Função: cônsul dos Estados Unidos em Belém. Papel desempenhado: Coube a ele o papel de informante aos interessados americanos, no caso a Ford Motor Company. Minter colhia as informações, e as repassava para os EUA. Só que a informações colhidas eram sempre de uma mesma pessoa: Villares.

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