Turismo Aqui

Turismo Aqui

Turismo Aqui é um canal de viagem que destaca o turismo na Amazônia. O objetivo é integrar a região Norte através dessa atividade econômica que faz uma ligação direta com a maior vocação de todas os estados da região, que tem na natureza uma vantagem competitiva significativa. Vídeos novos são lançados toda terça e sexta-feira, às 18h. Eventualmente, postamos aos domingos.

Viagem pela BR 163 entre Novo Progresso, no Pará, e Alta Floresta, no Mato Grosso

Viagem pela BR 163 depois da conclusão do asfaltamento do KM 30 até Novo Progresso. O início da viagem de carro aconteceu em Santarém, no Pará, que representa o fim da BR 163.

Conheci um casal que viaja de Kombi pelo Brasil, em Santarém. Eles são Sales e Crys, do canal Nois pelo Mundo. Donos da Kombi Joaquina, o casal viaja pelo Brasil mostrando tudo aquilo se veem.

Viagem de lancha a Fordlândia, com pesca esportiva. Como dica de viagem: onde hospedar em Fordlândia. A Pousada Americana é a mais completa pousada do lugar.

Viagem de carro entre Itaituba e o KM 30, passando por Miritituba, pela Transamazônica, a Br 230. Trinta quilômetros pela BR 230, num trecho que compreende parte da rota da soja, que facilita o escoamento da produção de grãos proveniente, especialmente, do Norte do Mato Grosso.

A situação atual da BR 163 e a BR 230 entre a cidade de Rurópolis e o KM 30. O trecho entre esses dois pontos representam duas rodovias federais que correm em um só trajeto. O final da BR 163 acontece em Santarém, no estado do Pará.

Viagem de carro de Santarém a Monte Alegre, no Pará, passa pelo Rio Amazonas. Entenda isso. É uma curiosidade da logística na Amazônia. A viagem é de carro, mas o transporte fluvial é fundamental para a ligação entre duas cidades importantes da região Oeste do Pará.

Um paraíso dentro Amazônia. É assim que os turistas que conhecem o arquipélago do Marajó definem a beleza da maior ilha fluviomarítima do mundo, que abriga em seu território 16 municípios. A natureza preservada chama a atenção e encanta os visitantes.

Com uma natureza exuberante e que encanta facilmente qualquer pessoa, a Ilha do Marajó, com seus 49.606 KMs de extensão, localizada a 90 KMs da capital paraense, é a maior ilha fluviomarítima do mundo. O local revela paisagens belas e distintas. Campos, florestas e praias formam um tesouro de vastas e raras espécies da fauna e flora amazônica, algumas, inclusive, em extinção. 

Segundo o último boletim da Secretaria Estadual de Turismo (Setur), divulgado em 2018, o Marajó atraiu mais de 60 mil turistas em um ano, que geraram para a economia cerca de R$ 15 milhões, quantidade ainda pequena, de acordo com a avaliação da Secretaria de Turismo do Estado, o que, segundo seu titular, o secretário André Dias, pode ser modificado em breve.

Das pessoas que procuram o Pará, apenas 6% escolhem como destino o Marajó, por este motivo, para melhorar a infraestrutura turística dos municípios marajoaras e assim aumentar a receita gerada pelo segmento para as cidades, o Governo do Pará começou a investir no turismo.

De acordo com o secretário da Setur, André Dias, uma estratégia para alavancar as visitas foi dividir a região em dois ecossistemas dominantes e criar estratégias de fomento do turismo, cada uma com sua especificidade. “Criamos duas frentes para atuar de forma específica: a ‘Campos do Marajó’ e a ‘Floresta do Marajó’, alcançando mais os turistas que estão atrás das belezas naturais e de conhecer a floresta amazônica. Estamos começando um novo processo de gestão do turismo para intensificar as visitas não só em praias, mas em todas as áreas”, explicou.

Uma recente pesquisa de turismo receptivo, realizada em dezembro de 2018 pelo Instituto Ambiental e Profissionalizante da Amazônia (Iapam), concluiu que 82% das pessoas que viajaram para Soure e Salvaterra, municípios de entrada da Ilha, buscavam lazer. Deste total, a maior parte aproveitou o tempo livre para conhecer os atrativos naturais da região.

Durante a pesquisa foi descoberto ainda, que a maior parte desses turistas são oriundos de estados da região Norte, em seguida do Rio de Janeiro e depois de São Paulo, e que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer mais afundo toda essa riqueza natural.

Outra estratégia para atrair o turismo na região é a inclusão das praias da Ilha no Programa Internacional de Certificação Ambiental Bandeira Azul. O programa, do Instituto Ambientes em Rede, qualifica as praias e orienta sobre sua balneabilidade, assim como as melhores épocas do ano para banho. A Praia do Pesqueiro, em Soure, e a Praia Grande, em Salvaterra, são as preferidas.

Por estar entre os rio Amazonas, Pará e também ter o oceano Atlântico ao ser redor, o Marajó dispõe de praias de água doce e salgada, alcançando dessa forma todos os gostos de quem não dispensa um bom banho de sol.

Além das praias, os animais também convivem em harmonia no local. Garças-brancas, maçariquinhos, quero-quero e guarás complementam o visual exuberante da região pelo ar.

Por terra, búfalos convivem com as pessoas tranquilamente. Fazendas centenárias de criação desses animais estão por toda a parte. Esses mamíferos, inclusive, servem de locomoção para a Polícia local. Conhecer o diferente modo de vida dos marajoaras é uma experiência a parte.

O mineiro André Lemos, ficou encantado durante sua estadia no Marajó. "Estou adorando. É incrível! A natureza é realmente intocada, a simplicidade das pessoas, esse tom rústico que a ilha tem é um atrativo a mais", disse o turista.

Para seu Antônio Santiago, proprietário da Pousada dos Guarás, em Salvaterra, "a rede hoteleira movimenta toda cadeia produtiva do município, atingindo pescadores, agricultores e comerciantes. Mas ainda há muito o que avançar no fluxo turístico. No período de alta temporada, que coincide com as poucas chuvas, a ocupação da pousada não chega a lotar, atingindo uma média de 40%".

Gastronomia – Os restaurantes da região oferecem o melhor da gastronomia paraense. Iguarias como peixes e camarões são retiradas em abundância. O queijo de búfalo, típico do Marajó, também atrai bastante o turista. A rota turística do queijo, por exemplo, está sendo desenvolvida pelo Estado, em uma parceria com Setur e Sebrae/Pa. Este ano, o queijo fresco de leite de búfala foi reconhecido internacionalmente por sua qualidade e sabor.

“Uma das nossas principais estratégias é a criação das Rotas Turísticas e Gastronômicas, que serão estruturadas para diversificar a oferta turística, trabalhando também na qualificação dos empresários e profissionais do setor que atuarão nesse sentido, atraindo mais turistas aos municípios por quais passam”, revela o secretário.

Há 9 anos, Dona Celilda Vitelli apostou no sorvete regional com base no queijo e no leite de búfala. A sorveteria que mantém no centro de Soure faz sucesso entre os visitantes do município.

“Os turistas adoram os nossos sabores. Aqui vem muita gente de São Paulo, também já recebi da Itália e da França. Eles querem saber como o sorvete é feito, ficam enlouquecidos. Meus sorvetes são feitos da nata do leite e da mussarela de búfala. Uso somente ingredientes produzidos aqui”, revela a comerciante.

Cerâmica Marajoara - Caminhando no fortalecimento da produção associada ao turismo, não podemos esquecer da cultura marajoara. A cerâmica artesanal, por exemplo, preserva a história e as tradições do povo marajoara que remonta a era pré-colombiana. Um dos lugares onde é possível conhecer essa arte é a ‘Instituição Caruanas do Marajó, Cultura e Ecologia’, em Soure. No local são produzidas peças em barro, entre elas pratos, tigelas, vasos e tangas, altamente elaborados com grafismos geométricos, conhecimento passado por várias gerações. Essa arte, feita pelos primeiros povos indígenas da Ilha, é considerada a mais antiga arte em cerâmica do Brasil.

Aumentar o fluxo e o número de turistas norte-americano no Estado do Pará. Com esse objetivo principal, Secretaria Estado de Turismo (Setur) realizou o Workshop de Promoção Internacional, na tarde desta segunda-feira (16), no auditório do órgão, com a participação de agentes de viagens, representantes de hotelaria, empresas de eventos, transportadoras turísticas e da Infraero.

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