O Museu de História e Arte Sacra de Santarém

A história de Santarém (PA) está ligada diretamente ao período de colonização da região do Rio Tapajós no século XVII. O fundador da cidade é um jesuíta, Padre João Felipe Bettendorff, da Companhia de Jesus. E não à toa a maior e mais imponente obra deste período é a Catedral de Nossa Senhora da Conceição. Ao lado da igreja, o Museu de História e Arte Sacra, guarda um acervo importante, com riqueza de detalhes da evolução católica na região e por consequência, da cidade que cresceu ao redor do templo.

Construído no século XIX para servir de residência para o senhor Domingos Veloso, o prédio foi adquirido pela igreja e conservado em sua fachada. Funcionou durante muitos anos como salão paroquial e em 2002, no centenário da Diocese de Santarém, por iniciativa do então Bispo Dom Lino Vombommel, foi transformado em museu e inaugurado em 22 de junho de 2003. É um lugar que preserva registros de importantes acontecimentos do norte do Brasil.
Logo na entrada, encontramos um sino, datado de 1881, que até pouco tempo ainda badalava no alto de uma das torres da catedral. Foi retirado após rachar em 2004 e perder o som. No interior do prédio a história permite ser revisitada através de imagens sacras, objetos de culto, documentos, indumentárias, pinturas e fotografias. Quem me acompanha neste passeio é o gerente do museu e anfitrião, Werner Amazonas. “Este lugar conta a história da cidade. Fazendo esta visita, você acompanha todos os fatos históricos de Santarém ao longo dos séculos, desde a chegada da missão Tapajós até os dias atuais”, comenta o guia.
Entre as inúmeras esculturas, um Cristo Crucificado se destaca. Datado de 1745, é uma das peças mais antigas e com grande valor histórico. O autor é desconhecido, a única referência encontrada são as iniciais “E.D.” que seriam a assinatura do artista.
A maioria das imagens tiveram intervenções ao longo dos anos e pouco conservam dos traços artísticos originais, mesmo assim é possível notar o quanto eram ricas em detalhes. A única peça do acervo preservada, sem restauração, é a pequena imagem de Nossa Senhora das Dores, confeccionada em madeira no estilo barroco. A santa tem detalhes dourados que resistem ao tempo, mostrando todo o esplendor de uma obra de arte rara e histórica. O seu desgaste natural testemunha séculos!
A berlinda que conduziu Nossa Senhora da Conceição por quase duas décadas também se encontra no museu. Confeccionada em madeira, doada pelos funcionários da antiga Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), permanece em excelente estado de conservação a ainda possui uma imagem da santa sobre sua estrutura. “Esta imagem de Nossa Senhora da Conceição também é um dos nossos destaques, ela saiu nos círios da década de 1940. É do século XVIII e no estilo barroco”, destaca Werner Amazonas.
Um outro sino também chama atenção dos visitantes. O objeto de bronze, de 1895, pertenceu a antiga Capela de São Sebastião, localizada na praça homônima, no bairro da Prainha. Ficou na torre da pequena igreja da construção até a demolição. É famoso por ter sido o único objeto que sobrou de um dos cenários do filme The End of the River (1947), gravado em Santarém.

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